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Ganhos da renda variável e risco da fixa? Arthur Vieira de Moraes explica

Arthur Vieira de Moraes se formou em direito, mas ainda na faculdade foi seduzido pelo dinamismo do setor financeiro, onde seu pai já atuava. Como agente autônomo de investimentos, descobriu sua missão de vida. “Não sou exatamente o tipo expansivo, mas lidar com o investidor pessoa física, conversar e explicar sobre o mercado e os produtos é muito gratificante. Eu me encontrei nesse lado educacional”, diz.

Professor de cursos da bolsa brasileira B3 e doutorando em administração de empresas pela Universidade de São Paulo, Moraes se junta nesta segunda-feira, 17, ao time da EXAME Research, a unidade de análise de investimentos da EXAME. Será responsável pela cobertura dos fundos de investimento imobiliários (FIIs), uma aplicação que está tendo agora um segundo momento de forte expansão no Brasil.

O primeiro, em 2012, foi o que chamou a atenção de Moraes. Em setembro daquele ano, a Selic, taxa básica de juro da economia, foi reduzida para 7,25% ao ano, a menor até então. Os retornos menores da renda fixa acabaram levando os investidores a procurar outras opções para suas economias, e os FIIs ganharam muitos fãs. Entre dezembro de 2011 e o final de 2012, o número de investidores nesses fundos passou de 36.000 para 102.000.

Para Moraes, é fácil de entender por que os FIIs são tão atrativos. “Dizem que brasileiro gosta de investir em imóveis, mas a verdade é que todo mundo gosta”, afirma. “O fundo é simples, atrelado a um ativo concreto. Se o investidor está procurando correr mais risco, encontra no FII uma alternativa com menos volatilidade do que a da bolsa ou até do que títulos do Tesouro Nacional de longo prazo. E, por pagar um rendimento todo mês, o fundo parece a renda fixa. Na literatura especializada, esse fundo é tido como um produto híbrido.”

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